Cidades
· 23 de outubro de 2026· Leitura: 2 minLoja que causou tumulto no Brás com TV a R$ 20 reabre sem promoções
Estabelecimento retomou atividades nesta terça-feira após intervenção da Polícia Militar, que proibiu ofertas devido a riscos de segurança.
por Da Redação

O Shopping Sheik São Paulo, estabelecimento comercial situado no Brás, na região central da capital paulista, retomou o atendimento ao público nesta terça-feira (6/10), porém sem as ofertas que motivaram uma grande confusão no dia anterior. Na segunda-feira (5/10), a promessa de comercialização de televisores, fornos elétricos e ventiladores por até R$ 20 atraiu centenas de pessoas e provocou intensos tumultos na calçada da Rua Monsenhor de Andrade e na Avenida do Estado.
Na noite de segunda-feira, o proprietário do estabelecimento, conhecido nas redes sociais como “Sheik do preço único”, realizou uma transmissão ao vivo para esclarecer os episódios. Na ocasião, ele relatou que a Polícia Militar proibiu a manutenção das promoções devido aos riscos evidentes à integridade física do público e pediu desculpas tanto aos consumidores quanto aos lojistas vizinhos pelos transtornos gerados na inauguração.
Durante a reabertura, consumidores que visitaram o local relataram nas redes sociais que itens como televisores e fornos elétricos já não integravam mais a faixa de preço promocional de R$ 20. Apesar disso, alguns produtos de menor valor, a exemplo de maquiagens, caixas de som, mochilas, eletrônicos e brinquedos, continuaram a ser comercializados pelo valor único anunciado.
O comerciante havia defendido que a campanha promocional contava com estoque direcionado aos primeiros 500 clientes da fila. Contudo, a concentração desordenada de pessoas e a falta de cumprimento da ordem de atendimento na manhã de segunda-feira resultaram em aglomerações extremas, exigindo a atuação de equipes territoriais e de trânsito da Polícia Militar para conter os riscos de acidentes e atropelamentos.
Diante da gravidade da situação e dos riscos à segurança, a polícia acionou órgãos municipais competentes para adotar as medidas necessárias que culminaram no fechamento temporário do local no dia anterior. Após a confusão, o proprietário foi conduzido ao 12° Distrito Policial para o registro oficial dos fatos e adoção das providências cabíveis.
Nas redes sociais, o perfil oficial da loja enfrentou duras críticas de internautas e clientes que classificaram a ação como propaganda enganosa e estratégia de marketing prejudicial. Em resposta às reclamações, o proprietário prometeu localizar os primeiros clientes que aguardavam na fila para encontrar uma forma de compensá-los, declarando publicamente que assumirá a responsabilidade pelos problemas causados.
Da Redação




