Cidades
· 23 de outubro de 2026· Leitura: 2 minHomem preso por matar nova esposa já havia cumprido pena por feminicídio
Em liberdade condicional desde janeiro, suspeito se entregou à polícia em Mirassol após assassinar Elizângela Aparecida Matheus a facadas no interior paulista
por Da Redação

Um homem de 32 anos foi preso preventivamente na tarde de ontem, em Mirassol, interior de São Paulo, suspeito de assassinar a facadas a própria esposa, Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos. O crime ocorreu no bairro Parque da Cidadania, em São José do Rio Preto, durante uma discussão entre o casal, que estava unido havia pouco mais de um mês.
Após o homicídio, o suspeito, identificado como Hiago Moreira Schnornberger, fugiu e se entregou à polícia no dia seguinte, na cidade vizinha de Mirassol, localizada a cerca de 15 quilômetros do local do crime. A suspeita das autoridades é de que ele estava escondido na residência do pai.
Em depoimento, o homem alegou que o ato foi acidental e ocorreu enquanto tentava se defender de uma investida da vítima. Segundo a versão dele, a mulher seria ciumenta e teria sacado um punhal de uma gaveta para atacá-lo. O relato, contudo, é desmentido por uma testemunha ocular. A filha adolescente de Elizângela afirmou à polícia ter visto o momento exato em que o padrasto desferia os golpes de faca contra sua mãe.
O histórico criminal do suspeito revela um padrão de violência semelhante. Em 2016, ele foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato de sua ex-namorada, Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos, na cidade de Pitangueiras. Na ocasião, o Ministério Público apontou que o crime foi cometido por motivo torpe, com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, após a descoberta de uma gravidez e de uma suposta traição. Assim como no caso recente, Hiago só se apresentou à polícia no dia posterior ao crime e alegou legítima defesa em decorrência de uma briga por celular.
Condenado pela morte da jovem em 2016, o homem cumpriu dez anos da pena imposta pela Justiça e encontrava-se em liberdade condicional desde janeiro deste ano. A delegada Dálice Aparecida Ceron conduziu os levantamentos iniciais sobre o feminicídio em São José do Rio Preto.
Até o momento, a defesa constituída pelo suspeito não foi localizada pelos órgãos competentes, nem há registros de advogados associados ao processo no Tribunal de Justiça de São Paulo. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações jurídicas.




