Economia
· 23 de outubro de 2026· Leitura: 1 minSuspensão de exportações de frango em SC pode baratear carne no Sul
Análise do Itaú BBA aponta que embargo de países estrangeiros após foco da doença de Newcastle pode elevar oferta interna e pressionar preços para baixo.
por Da Redação

O mercado brasileiro de carne avícola pode registrar uma retração nos preços nos próximos meses, com reflexos mais intensos no atacado da Região Sul. A projeção consta em um relatório divulgado pelo Itaú BBA, motivada pela interrupção temporária das exportações de Santa Catarina para grandes mercados internacionais após a identificação de um foco da doença de Newcastle no município de Nova Itaberaba.
Naações como China, Arábia Saudita, Chile e México decidiram paralisar a aquisição do produto catarinense. O estado possui forte dependência do mercado externo, destinando cerca de 63% de sua produção total para a exportação — índice consideravelmente superior à média nacional, que fica em 37%. Com o fechamento dessas rotas comerciais, os frigoríficos locais enfrentam o desafio de absorver internamente o volume excedente, gerando riscos de acúmulo de estoques e custos operacionais elevados com armazenagem.
De acordo com a instituição financeira, a pressão de baixa nos preços tende a se acentuar no primeiro trimestre de 2027. O período coincide historicamente com a desaceleração na demanda dos consumidores, que tradicionalmente reduzem as compras após as festas de fim de ano e precisam arcar com despesas extraordinárias comuns ao início do ciclo, como impostos e encargos educacionais.
Apesar do aumento projetado na oferta interna, especialistas ressaltam que a retração nos valores de atacado pode não ser integralmente repassada ao consumidor final nos supermercados. O varejo costuma ponderar variáveis logísticas, operacionais e de custeio antes de alterar as etiquetas nas gôndolas.
A magnitude e a duração dos impactos econômicos dependerão diretamente do tempo necessário para que as autoridades sanitárias revertam as suspensões internacionais. Historicamente, embargos de curta duração geram pouca oscilação nos preços, enquanto restrições mais prolongadas exercem pressões moderadas sobre a cadeia produtiva.
Da Redação




