Esporte
· 23 de outubro de 2026· Leitura: 1 minJustiça cassa liminar e Tifanny é vetada da Superliga por unanimidade
Tribunal desportivo derruba autorização que garantia participação da atleta de 41 anos pelo Osasco nas competições da Confederação Brasileira de Vôlei
por Da Redação

A Justiça Desportiva tomou a decisão unânime de revogar a liminar que assegurava a presença da atleta Tifanny Abreu nas partidas do Osasco sob a chancela da Confederação Brasileira de Vôlei. Com o veredito, a jogadora fica impedida de atuar nas competições oficiais da entidade.
Anteriormente, o Tribunal do Rio de Janeiro havia emitido uma ordem cautelar suspendendo a determinação da CBV, o que permitiu à atleta disputar os confrontos contra o Praia Clube, pela Supercopa, e diante do Brasília, na primeira rodada da Superliga Feminina.
A revogação ocorre em meio à nova diretriz da CBV, anunciada em agosto, que incorporou os parâmetros do Comitê Olímpico Internacional referentes à elegibilidade de atletas transgênero na divisão feminina. Pela regra estabelecida, as competidoras devem apresentar um exame genético com resultado negativo para o gene SRY, ligado ao desenvolvimento sexual masculino.
Tifanny, de 41 anos, atua na Superliga desde a temporada 2017 e cumpre seu sexto ano defendendo as cores do Osasco. A equipe tem compromisso marcado para este sábado, às 16h, no horário de Brasília, em Belo Horizonte, para enfrentar o Mackenzie pela segunda rodada do torneio nacional.
A Confederação Brasileira de Vôlei declarou em nota oficial que cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor e que continuará seguindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva. A entidade também reforçou seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas.
A situação gerou repercussão entre figuras do esporte. O jogador da seleção brasileira Douglas Souza publicou uma carta aberta nas redes sociais prestando solidariedade à colega e mencionando episódios de intolerância e homofobia. Outras atletas de destaque, como Gabi e Sheilla, também se manifestaram criticamente em relação à normativa adotada pela entidade máxima do vôlei nacional.




