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Brasil
· 23 de outubro de 2026· Leitura: 2 min

Alergia a camarão: entenda os riscos da anafilaxia e quando a reação pode ser fatal

Especialistas explicam por que o consumo de crustáceos pode desencadear quadros graves de choque anafilático e destacam a importância do socorro rápido com adrenalina.

por Da Redação

Alergia a camarão: entenda os riscos da anafilaxia e quando a reação pode ser fatal
A morte da enfermeira Amanda Marinho Nascimento, ocorrida em Portugal durante sua lua de mel, colocou em evidência os perigos severos associados à alergia a frutos do mar. A profissional de saúde, que residia no Distrito Federal, passou mal após almoçar em um restaurante e veio a falecer em decorrência de uma reação alérgica grave conhecida como anafilaxia. Casos como este ilustram como a ingestão de crustáceos pode comprometer rapidamente as funções vitais e se tornar fatal em questão de minutos. De acordo com especialistas da área médica, cerca de 5% da população brasileira convive com algum tipo de alergia alimentar passível de desencadear quadros severos. A médica Ariana Campos Yang, doutora pela USP e coordenadora de ambulatórios no Hospital das Clínicas de São Paulo, aponta que a gravidade da reação é imprevisível. Indivíduos que já apresentaram sintomas leves no passado podem desenvolver anafilaxia grave em episódios futuros, inclusive após o contato com quantidades mínimas do alimento. A resposta alérgica ocorre quando o sistema imunológico identifica erroneamente as proteínas do camarão como agentes nocivos, liberando substâncias como a histamina. Esse processo resulta na dilatação acentuada dos vasos sanguíneos, queda drástica da pressão arterial e constrição das vias respiratórias. Segundo Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), os sintomas costumam surgir entre poucos minutos e até duas horas após a refeição, sendo os primeiros 30 minutos os mais críticos para a evolução do quadro. Outro fator de risco relevante é o chamado contato cruzado, que acontece quando um prato considerado seguro entra em contato com resíduos de camarão durante o preparo, seja pelo uso da mesma chapa, óleo ou utensílios. Isso significa que pessoas altamente sensíveis podem sofrer reações graves mesmo sem consumir diretamente o crustáceo. Especialistas ressaltam que a alergia pode surgir de maneira repentina na vida adulta, mesmo em indivíduos que consumiram o alimento durante anos sem apresentar qualquer tipo de intolerância. O diagnóstico precoce e a elaboração de um plano de emergência são considerados essenciais para mitigar os riscos. Diante de sinais de alerta como dificuldade para respirar, inchaço na garganta, tontura severa ou desmaio, a conduta recomendada é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular e o acionamento de serviços de atendimento médico de urgência. No Brasil, no entanto, a obtenção de canetas autoinjetáveis de adrenalina ainda representa um obstáculo, uma vez que os dispositivos não são comercializados em farmácias tradicionais e dependem de importação.

Formatos Líquidos

Consuma como preferir
  • •Alergia a camarão pode provocar anafilaxia e levar à morte em poucos minutos
  • •Cerca de 5% dos brasileiros possuem algum tipo de alergia alimentar com risco grave
  • •Contato cruzado em cozinhas pode expor alérgicos a vestígios perigosos do crustáceo
  • •Adrenalina aplicada rapidamente é o tratamento de primeira escolha para reverter o choque

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Curadoria da redação